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Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

29.Jun.16

Simplesmente Não

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Ser feliz dá trabalho. Efectivamente é muito mais fácil entregarmo-nos à tristeza e não fazer mais nada. Esperar que alguém faça tudo por nós. E que tome as nossas decisões, libertando-nos das consequências. Portanto, ser feliz dá trabalho. É preciso enfrentar medos, não antecipar tristezas e lutar contra a angústia e os sentimentos de culpa que as adversidades da vida nos colocam. É preciso coragem. É preciso acreditar, confiar e não ter medo dos desafios. E é preciso saber dizer não.

Somos muitas vezes formatados para o facto de negar algo aos outros não é, de forma alguma, o melhor caminho para fazer amigos ou para manter as melhores relações com o próximo. O senso comum diz-nos que devemos estar disponíveis e evitar dizer não, de modo a não gerar conflitos. Mas ao evitarmos esses conflitos externos, não estaremos a gerar conflitos internos? Se no nosso íntimo queríamos dizer não e dissemos sim, não estaremos a criar um desequilíbrio emocional?

Muitas vezes temos receio das consequências do nosso não, das fantasias negativas que criamos em relação às reacções daqueles que o recebem. Mais uma vez as necessidades de aceitação, de querer agradar, de querer ser insubstituível, são razões intrínsecas à incapacidade de dizer não. Mas se temos consciência dos nossos fundamentos não nos podemos sentir culpados. Não deve haver lugar para culpas quando as decisões que tomamos vão de encontro às nossas convicções.

Acima de tudo trata-se do respeito por nós próprios. Há que estabelecer limites e não ceder diante de chantagens emocionais. Na realidade não pode existir a obrigação de dizer sim. Não pode haver imposição por parte dos outros. O que pode acontecer sim são influências, persuasões, mas não obrigações. A escolha é nossa, aos outros cabe apenas entender e aceitar ou não, mas terão sempre que respeitar. Aprender a dizer não sem grandes justificações pode causar algum desconforto, mas se for sincero e assertivo pode ser muito libertador.

E hoje foi assim…um “Não, simplesmente porque não quero” soube-me pela vida…

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