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Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

Mãos Cheias de Nada

Retalhos dos meus dias tristes...

10.Jul.16

Levantai hoje de novo

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Somos Campeões. Contra todas as expectativas fomos campeões. Não que esta nação valente e imortal não fosse merecedora, mas estamos presos ao nosso triste fado de um povo de conquistas árduas e de uma vivência amargurada, que moldou as almas de um povo aflito. Este fado que é toda uma mentalidade, um gene de uma identidade nacional inconfundível.

Nada nos faria acreditar que seriamos campeões.

Completamente desacreditados e enxovalhados na praça pública, com um futebol “nojento”, uma equipa pautada “por muita falta de qualidade”, com jogadores “medíocres e maus” e uma prestação “cínica e antidesportiva”, nada faria prever que chegaríamos ao pódio e ergueríamos uma taça ao fim de 50 anos e com uma única vitória nos noventa minutos regulamentares.

Poucos terão sido aqueles que na final, depois da saída do menino de ouro, acreditavam piamente numa vitória. Poucos terão sido aqueles que, de uma forma absolutamente tranquila, terão dito que o campeonato era nosso.

E pelo meio de tudo isto, muitos esqueceram a determinação, a garra, a motivação que mobilizara esta equipa, liderada por alguém que fez fé em todos os seus membros e fez desta jornada a sua missão. E de um capitão que, movido pela ambição, pela sede de ganhar, não baixou os braços, e que por entre lágrimas, bracejou, gritou, empurrou, correu.

Este capitão que passou de besta a bestial e inversamente também, apenas com um estalar de dedos, em diversas ocasiões desta maratona que moveu mundo. Este capitão que ganhou todo o mérito de o ser, não por ser o melhor jogador do mundo, não por ser um acumulador de títulos, não por bater recordes, mas por querer sempre ser o melhor.  E não o melhor que Pelé, Eusébio, Zidane, Messi, Bale ou qualquer outro nome sonante deste aclamado desporto, mas ser melhor que ele próprio, melhor do que na última vez, mais do que na temporada anterior, mais do que no último campeonato. E só por isto merece toda a nossa admiração. Nenhum ser humano deve ser condenado por querer o melhor de si próprio e todos os dias lutar para concretizar as suas metas. Arrogante? Muitas vezes defesas, outras apenas falta de entendimento dos interlocutores.

E FOMOS campeões, SOMOS campeões. Transformamos o nosso fado num samba que transbordou força, determinação e acima de tudo, ORGULHO de ser português.

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